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Novembro Azul

O mês de novembro marca o combate ao câncer de próstata, que afeta um a cada seis homens. Conheça melhor a doença e previna-se.

O câncer de próstata é o mais frequente no sexo masculino, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma, que afeta homens e mulheres. De acordo com estatísticas, a cada seis homens, um é portador da doença. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) estima que, em 2014, 69 mil novos casos sejam diagnosticados, ou seja, um caso a cada 7,6 minutos. 

Com o objetivo de conscientizar a população masculina, motivá-la a fazer exames preventivos, combater a doença e diminuir a taxa de mortalidade, o Instituto Lado a Lado pela Vida e a SBU desenvolvem a campanha Novembro Azul, iniciativa que já faz parte do calendário nacional das campanhas de prevenção no Brasil. 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a próstata é uma glândula que só o homem possui. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada, e produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual. 

Urologista cooperado da Unimed Apucarana, Luis Gustavo Toledo afirma que não há causa definida para a doença. Entretanto, o maior fator de risco para seu desenvolvimento consiste no histórico familiar, além de fatores hormonais e ambientais, maus hábitos alimentares (dieta rica em gorduras e pobre em verduras, vegetais e frutas), sedentarismo e excesso de peso. 

O câncer de próstata é uma doença silenciosa, por isso, exames preventivos são de extrema importância. “Como não há forma bem definida de prevenção desta doença, mostra-se necessária a procura por avaliação médica especializada a partir dos 50 anos para todos os homens”, afirma o médico, acrescentando que homens negros e com história familiar positiva para câncer de próstata devem prestar mais atenção a isso a partir dos 45 anos. 

A maior dificuldade, no entanto, é o preconceito de muitos homens com relação ao exame de toque retal para a detecção da doença. Trata-se de um exame que deve ser indolor ou de pouco incômodo. Ao realizá-lo, o médico percebe aproximadamente 60% da superfície da próstata sendo que cerca de 70 % dos tumores prostáticos se localizam nesta área, podendo ser perceptíveis ao toque. 

“A melhor forma de orientar a população da importância da avaliação médica periódica é por meio de campanhas na mídia (como o Novembro Azul), além de outras formas de discussão aberta sobre o tema, como palestras e debates, a fim de responder dúvidas e acabar com os preconceitos sobre o tema”, afirma o médico cooperado. 

Em casos avançados da doença, já começam a surgir sintomas, como dificuldade para urinar, sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga e presença de sangue na urina. O tratamento depende do tamanho e da classificação do tumor, assim como da idade do paciente e pode incluir remoção cirúrgica da próstata, radioterapia, hormonoterapia e uso de medicamentos. Para os pacientes idosos com tumor de evolução lenta, o acompanhamento clínico menos invasivo é uma opção que deve ser considerada. 

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